Os Ciclos da Vida (a teoria dos setênios).

Os Ciclos da Vida (a teoria dos setênios).

A Antroposofia compreende que o ser humano tem que conhecer a si para também conhecer o Universo, pois somos todos parte e participantes desse mundo. Conforme Steiner a Antroposofia é “um caminho de conhecimento que deseja levar o espiritual da entidade humana para o espiritual do universo”.

Dentro desse pensamento filosófico encontra-se uma forma cíclica de ver a vida chamada “teoria dos setênios”. Tal teoria foi elaborada a partir da observação dos ritmos da natureza, da natureza no sentido da vida, na qual todos nós estamos imersos. Ela divide a vida em fases de sete anos, vale lembrar que o número sete é um número místico dotado de muito poder em quase todas as culturas conhecidas.

Abaixo faço uma leve passagem sobre cada um dos Ciclos e com o decorrer do projeto abordarei 7 deles dentro da visão do mundo de uma mulher.

A 1a infância -  0 aos 7
A fase da INOCÊNCIA. Do alto mundo imaginário. Vemos fadas e doendes aonde eles tem de fato estabelecem uma comunicação. O sonhos estão e são a nossa realidade.

A 2a infância - 7 aos 14
Perdemos a inocência mas ganhamos o domínio do mundo!
Nosso corpo ganha forma e começamos a nos utilizar dele: pular, correr, jogar, gritar, quebrar. Perdemos mesmo a inocência através do AGIR.
Antes co-criávamos com o sagrado, eles recebíamos as coisas prontas dele. Agora o mundo vira tangível, classificamos, discriminamos, nos juntamos e nos separamos. Criamos por nós mesmos e vamos começa a busca pela formação de opiniões., eles vão atrás e começam a formar opiniões.

14 aos 21 - O sequestro hormonal.
Vamos esquecer quem eu achava que eu era!
Momento de dúvidas e experimentações físicas e emocionais intensas. A descoberta da 1a paixão. Aliás é a fase dos APAIXONAMENTOS. É o aprendizado através do aprisionamento dentro do seu mundo e assim poder escolher o que serve ou não serve, o que eu gosto ou não gosto. Escolhemos através das nossas polaridades e da experimentação dos extremos pois a racionalização ainda não esta completa.
PROVAR O QUE EU QUERO SER.
É preciso coletar dados para o juízo. Testar os limites para se dar um contorno, para ver aonde ou até aonde eu caibo. Nossa identidade é tão frágil que o grupo se torna necessário para se identificar. O bando que sente e faz parecido, que me representa.
Tudo é intenso, e dramático porque nada esta pronto, tudo está ainda “para ser”.

21 aos 28 - Eu saí para descobrir o mundo!
Mas é claro que eu não sei o que eu quero apesar da sociedade me cobrar uma posição.
E já que eu não sei, deixa eu provar o que eu quero FAZER.
É o início do "explorar o querer fazer", de exercitar a identidade através do fazer, do servir, trabalho. O mundo tem um menu a oferecer e eu vou experimentar um, ou... alguns!
Saímos então da fase do “experimentar a mim mesmo” onde coletamos informações. Agora levamos essas informações ao mundo pra serem checadas e testadas. e experimentamos "alianças", ou seja , trabalhos e parceiros que me representam.

28 aos 35 - a fase da FRUTIFICAÇÃO
São as primeiras grandes colheitas dos nossos méritos: filho, profissão, churrasco de domingo com os amigos, casa, família, carro, bom salário.
O momento do TER. TER como significância da vida. Onde vc trabalha? Casou? Teve filhos? O que você esta fazendo?
Nesta fase já fizemos ao menos uma movimentação importante seja no trabalho ou na vida pessoal afetiva ou familiar.
No final deste ciclo começamos a retratar as emoções e normalmente caímos em "buracos" para lembrar quem a gente realmente é.

35 aos 42 - A crise de autenticidade
É o resgate das luas. Começamos a nos emocionar de novo.
Nossa alma chama “Volta pra mim! Você já viveu bastante e a vida já te deu bastante agora está na hora de retribuir”
Nos questionamos então sobre o que realmente vale a pena.
O que era prático “funciona ou não funciona” cai por terra porque começamos a nos emocionar. Nosso salário que era perfeito, prático e funcional começa a ser questionado sobre sua representatividade dentro de nós. Isso me representa? Eu quero fazer isso ainda?
E por mais que seja prático eu ficar quieto eu não consigo mais ficar quieto porque minhas emoções não deixam e a minha alma grita!
Você é convidado a se re-encontrar com você e desta vez a vida não tem menu é você quem vai ter que criar!

42 aos 49 - Não dá mais para estar no mundo sem que eu seja um legítimo representante de mim mesmo!
Vou bancar pela primeira vez dizer coisas e assumir coisas ao meu respeito que talvez o mundo não goste mas eu afirmo “eu sou” porque não posso mais deixar de afirmar.


49 aos 56- EU ME PERMITO!
As ondas de emoções param de oscilar tanto. Isso pacifica muita coisa.
Agora sou livre para ser o que eu nunca fui antes. Começa então o exercício da criatividade menos subordinada à necessidade de frutificar.
Liberdade criativa. LIBERDADE GENEROSA. Renascimento.
Eu vou fazer o que eu quero. O que eu estou afim pois cheguei em um lugar onde não é mais necessário atingir metas ou dar respostas.

56 aos 63 - A INTEGRAÇÃO.

Eu já vi muito e percebi que nenhum bem e mal é absoluto. não compra mais o absoluto. Obtemos uma visão mais integral de tudo e não compramos mais os dramas agudos mas temos muita paciência e amorosidade para resolver os conflitos. Não temos mais pressa.
O corpo decai para que o espírito se torne exuberante e a partir desta liberdade que eu criei e co-criei comigo mesmo eu começo a "devolver para a tribo" meus ensinamentos.
Passo a ocupar um lugar de nutrição, de inspiração!
Passamos a ter o olhar de cima, do alto. O olhar da águia.

63 + - O olhar ATRAVÉS.
A vulnerabilidade física que pode trazer consigo uma exuberância transcendental. É a fase da luz!

"Se a gente pode aprender com os tapas duros da vida, também podemos aprender com o toque leve da alma." - Cora Coralina

Triskle. Os 3 grandes estágios da natureza Feminina.

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Vamos ensinar nossas meninas a serem corajosas e não perfeitas.

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